Polo de São Leopoldo - blog colaborativo dos alun@s do PEAD / UFRGS
quarta-feira, dezembro 27, 2006
:: Valéria Pereira de Souza1 Avaliação Final 1 Memorial
MEMORIAL A minha vida pessoal mudou muito após ter feito o vestibular da UFRGS, quase não acreditei que tinha passado, primeiro foi a realização de um sonho de poder voltar a estudar, ter um canudo de graduação para coroar a dedicação e empenho na função do magistério durante todos estes anos de atividade efetiva em sala da aula. Já tenho há muito tempo escolhida a música com que vou entrar no dia da minha formatura. O primeiro dia de aula foi com muita empolgação e festa por estar fazendo parte da UFRGS. Sentia-me orgulhosa e feliz. Mas aos poucos fui caindo na realidade, tudo era muito novo e difícil, me deparei com uma tecnologia que não fazia parte da minha vida. Eu imaginava que o curso a distância, seria estudar fazer algumas atividades e mandar por e-mail, coisa que eu sabia fazer, mas não, tive que aprender na marra a me virar com tantos ambientes novos. Confesso que até chorei de desespero, vendo meu sonho indo por água abaixo. Precisava de muito mais tempo para dedicar-me ao curso coisa que eu não tinha, pois trabalho quarenta horas e tinha a minha família cobrando atenção, mais a casa para tomar conta. Só sei que tudo embolou no meio do campo. Parei de fazer caminhada e corrida com meu marido no final de tarde, também parei com chimarrãozinho e televisão nem pensar em sentar e assistir programas, salvo quando é um documentário sobre meio ambiente. Contratei uma faxineira para ajudar na limpeza da casa. Com isto consegui mais um pouquinho de tempo, mas mesmo assim a minha família acha melhor eu largar a UFRGS. Porque eles têm medo de que eu possa entrar em depressão novamente. Porque sou muito chorona e fico apavorada quando não consigo dar conta do que tenho para fazer, pois sou muito exigente comigo mesmo, sempre querendo perfeição, não admitindo errar. Ao passar os meses, e após cada atividade realizada vem à satisfação de ter conseguido realiza-las, como uma mãe coruja, que fica achando lindos, maravilhosos e perfeitos os trabalhos. Sempre querendo mostrar para todos. Minha filha mais velha fica admirada com os meus trabalhos, achando o assunto muito difícil, não entendendo como é que posso gostar, realiza-los e porque escolhi está faculdade. Mas também vem a preocupação será que vou dar conta das atividades que faltam fazer e que estão atrasadas, não porque gosto de atrasar, mas porque faltou tempo para realizá-las e também houve imprevisto no meio do caminho. Já na minha vida profissional notei várias mudanças, como por exemplo, nas conversas com as colegas que já tem graduação, muitas vezes eu ficava fora da conversa, pois elas falavam sobre assuntos da faculdade, usando uma linguagem acadêmica. Hoje já me sinto igual, e já dou até um banho nelas sobre informática, blogs educacionais, sobre outros assuntos estudados e etc... Uma vez no conselho de classe elas estavam falando sobre portifólio, eu não sabia o que era, perguntei e elas responderam que era linguagem acadêmica. Outro dia eu cheguei falando em webfólio, foi a minha desforra, e assim outros assuntos sobre as disciplinas e sobre tecnologias que elas não dominam, ficam me olhando e escutando, e eu me achando a tal. Com os alunos de uma escola ainda não tive oportunidade de usar o laboratório de informática, mas na outra escola consegui fazer um trabalho sobre meio ambiente no laboratório de informática, com o auxilio da professora Rosimary, responsável pelo mesmo. Mas já tenho em mente projetos pro ano letivo de 2007, onde pretendo usar muito os laboratórios de informática das duas escolas. Pois aprendi muito, por incrível que pareça, em tão pouco tempo, mesmo que a duras penas. Já me sinto segura em chegar e usar o computador em qualquer lugar, já não sou mais uma analfabeta em informática, sei que ainda tenho muito que aprender. Sempre estive em busca de informação, procurando aprender sempre mais, estando atualizada para desempenhar minha função de mestre e educadora. Agora com a UFRGS estou vivenciando e aprendendo, sinto que estou encontrando resposta para as minhas buscas e finalmente uma formação adequada e necessária para o bom desempenho docente. Apesar de ainda não ter uma graduação na minha idade, não foi porque não tinha interesse, foi porque a vida não me deu oportunidades, sempre tive que trabalhar, primeiro para me sustentar, depois para manter a família, até tente, entrei na Unisinos, contando com a ajuda da prefeitura, mas esta ajuda foi tão pouca que tive de desistir, ou era a faculdade ou a manutenção dos meus filhos. No meu pensamento de educadora sempre achei que o professor, tem que estar atualizados buscando informações, como não tinha como fazer faculdade, eu sempre participo de espaços de formação, seminários, cursinhos sobre educação, lendo, pesquisando, tanto é que quando participo de seminário, as pessoas acham que sou graduada em educação ambiental, pela minha fala sobre o assunto. Estou feliz por esta oportunidade de estar estudando na UFRGS, pena que esta oportunidade não veio quando eu era jovem, mas como minha mãe já dizia nunca é tarde para começar. Só tenho medo de não conseguir vencer os obstáculos. Através dos conhecimentos que estou adquirindo, ao voltar a estudar, começo a ver o meu aluno de outra forma, estou me colocando no lugar deles, porque muitas vezes, quando se ensina, parece que tudo é muito fácil, porque dominamos o que ensinamos, ficando difícil entender muitas vezes, porque que o aluno não aprende, porque ele tem dificuldades, mesmo que tenhamos levantado o perfil do aluno, muitas vezes não o respeitamos, como deveríamos, dando-lhes mais carga do que possa carregar, esquecendo seus limites, valorizando muitas vezes a quantidade do que a qualidade. Assim estudando e sentindo dificuldades, começo a perceber com é difícil estar do outro lado da moeda. Estou quase sempre presente no pólo, pois consigo fazer algumas atividades em casa, mas quando surgem dúvidas, não consigo entrar em contato com as tutoras usando A2, assim fica mais fácil realizar as atividades no pólo qualquer dúvida as tutoras estão presentes para ajudar. As leituras necessárias para a realização das atividades, sempre acrescentaram mais conhecimentos ao que já tenho, ajudando na elaboração dos textos, são de muita ajuda os links e hipertextos colocados pela professoras, com isto facilitou a pesquisa sobre os assuntos em questão. Estes também são mais recursos que aprendi e poderei passar para os alunos.